A terceira guerra mundial é necessária?

O absurdo do questionamento sobre a necessidade de uma guerra mundial deve levar o leitor a indagar qual o destino do atual movimento planetário das pessoas e das nações. Considerando a situação existente na política internacional, pode-se afirmar que a terceira guerra mundial é circunstancialmente necessária, em virtude de estruturas de ideias equivocadas que prevalecem no pensamento global e que levam nossa civilização a esse conflito.

Os paradigmas mentais, filosóficos e políticos dominantes conduzem à guerra, como ocorreu em 1914 e persiste no panorama mundial atual, não porque a guerra seja um componente necessário desses paradigmas, mas pelo fato de que, como todo paradigma, eles tendem à expansão máxima, e por isso entrarão em necessário conflito uns com os outros, que não será solucionado por meio do diálogo e da razão, com prevalência da maior racionalidade, como desejado pela inteligência média, para o que seria necessária a renúncia de alguns de seus elementos essenciais, muitas vezes irracionais, associados a interesses de grupos de poder, sacrifício esse que historicamente não ocorreu de forma voluntária e pacífica em situações desse jaez, porque a força bruta da guerra sempre foi adotada como opção remanescente em confrontos entre nações, em detrimento da construção consensual de uma solução para a controvérsia.

Enquanto a guerra for uma possibilidade estratégica considerada minimamente legítima, mais cedo ou mais tarde, em razão de uma crise ou outra, ela será transformada em realidade. Daí porque é necessária uma mudança de mentalidade, e também das instituições internacionais, porque, assim como a Liga das Nações, a ONU fracassou em sua missão de produzir paz, e não há perspectiva real de mudança do Conselho de Segurança sem uma guerra mundial, dada a flagrante improbabilidade de os países com poder de veto, voluntariamente, abrirem mão de parcela de seu poder pela aceitação de novos membros na elite daqueles que integram referido Conselho.

Como já exposto no artigo “A guerra em curso” (https://holonomia.com/2019/10/26/a-guerra-em-curso/), existe um componente de irracionalidade no comportamento humano que somente pode ser extirpado com grande esforço, que muitas pessoas e nações não estão dispostas a fazer, pelos custos pessoais e financeiros exigidos para tanto.

Evoluindo as ideias do texto citado no parágrafo anterior, tendo em vista os recentes acontecimentos internacionais envolvendo EUA e Irã, pode-se dizer que a guerra em curso avançou no aspecto bélico, e a tendência é a situação se agravar. Nesse sentido, o sítio “Últimos Acontecimentos” (https://www.ultimosacontecimentos.com.br/) atualizou seu Alerta de Guerra Global para o Alerta Laranja após a morte do líder militar iraniano pelos EUA.

Ainda que os analistas e profissionais da imprensa indiquem que não há elementos para se prever uma guerra mundial, deve ser lembrado que os pressupostos intelectuais e psicológicos desses comentaristas não incluem a questão espiritual em disputa, limitando-se aos aspectos materiais da questão. Para a mentalidade secular e materialista, não há sentido na História, e os fenômenos ocorrem por acaso, em termos ontológicos, não havendo uma ordem subjacente de mundo a influir na situação internacional, pelo que o conflito também é contingente.

Contudo, tanto para os EUA, na pessoa de seu atual presidente, e de grande parte de sua população, como para o Irã, há o aspecto imaterial, religioso, espiritual como um componente necessário da questão. O terrorismo e a guerra contra o terror estão ligados à batalha do Bem contra o Mal, o que extrapola em muito a mera ideia secular de legalidade, tanto é que a ação terrorista não conhece limites legais, o que também vem sendo a prática da guerra ao terror, que não respeita fronteiras internacionais ou soberanias, e cujo limite é o interesse sensível de uma potência nuclear que possa se sentir atingida por alguma ação antiterror.

Do ponto de vista do Monoteísmo, em suas várias interpretações, existe um sentido espiritual na História, revelado à humanidade pelos profetas do Único Deus, mas o sectarismo religioso leva a projetos existenciais conflitantes, por exemplo, de uma parte do pensamento islâmico defendendo a eliminação de Israel da face da terra e de uma parte do mundo judaico-cristão sustentando a construção do terceiro templo no local conhecido como Esplanada das Mesquitas, tendo sido assinado o livro de adesão à referida construção tanto por Trump quanto por Bolsonaro.

Considerando a leitura profética da História, tal visão de mundo está associada a uma interpretação determinista da realidade, pela qual os profetas têm acesso intelectual a eventos que ocorrerão no futuro, ainda que o correto entendimento sobre o significado desses acontecimentos possa estar oculto até mesmo para os próprios profetas que os anteciparam.

E se o mundo é determinista, se há uma ordem subjacente absoluta, se há verdade na profecia bíblica, haverá uma terceira guerra, ou pelo menos o seu início, envolvendo Irã e Israel, segundo uma determinada leitura das Escrituras, compatível com a realidade atual, o que ocorrerá no norte de Israel, nas proximidades do que era o Monte Megido, local que também poderá ser interpretado, de outro lado, figurativamente.

Os eventos recentes, em conexão histórica com o que já foi profetizado e realizado nos últimos dois mil anos, apontam para essa realidade e, consequentemente, para a verdade ontológica das profecias bíblicas, em sua correta interpretação. Sobre este ponto, entretanto, sobre a correção do entendimento dos textos sagrados, vale a advertência escritural:

Temos, também, por mais firme a palavra dos profetas, à qual fazeis bem em recorrer como a uma luz que brilha em lugar escuro, até que raie o dia e surja a estrela d’alva em nossos corações. Antes de mais nada, sabei isto: que nenhuma profecia da Escritura resulta de uma interpretação particular, pois que a profecia jamais veio por vontade humana, mas homens, impelidos pelo Espírito Santo, falaram da parte de Deus” (2Pe 1, 19-21).

Portanto, a correta interpretação das profecias bíblicas é uma questão delicada, porque não decorre de vontade humana, mas da influência do próprio Logos, a Inteligência Divina, que escapa aos principais paradigmas mentais atuais da humanidade, tanto os do mundo judaico-cristão como do pensamento islâmico.

De minha parte, entendo que existe uma Ordem Absoluta na realidade e que existe um Espírito que é santo, isto é, existe uma ação santa conforme essa Ordem Absoluta, sendo nosso dever, como seres inteligentes, elevar constantemente nossas ações a essa Ordem segundo o Seu Espírito, pelo exemplo dado por Jesus Cristo, o ser humano que encarnou esse Espírito de modo perfeito na Humanidade, com mansidão, humildade e submissão ao Logos.

Como essa hipótese não é aceita pela prática internacional, e quando aceita não é adequadamente realizada, tanto pelas pessoas como pelas nações, até que todo joelho se dobre no céu e na terra, isto é, na teoria científica e na prática social, aos mandamentos de Cristo, que são os mandamentos de Deus, que é a Razão, Logos ou Lei da Natureza, continuaremos caminhando a passos largos para a guerra mundial, e para a destruição e o sofrimento humanos que lhe são inerentes.

Como ler a Constituição, ou a Bíblia

Existe uma ligação direta entre a Bíblia e a Constituição Federal do Brasil de 1988, e somente aquele que nega a realidade e a causalidade histórica não quer ou não consegue compreender esse fato. Sem a Bíblia não haveria a Constituição de 1988 tal como ela é, pois no preâmbulo consta que a Constituição foi promulgada “sob a proteção de Deus”, Deus que é o Deus da Bíblia, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacó e o Deus de Jesus Cristo, dada a formação histórica do Brasil.

A ideia de constituir uma “sociedade fraterna”, evidentemente, decorre da mensagem de Jesus Cristo dizendo que Deus é nosso Pai e que somos irmãos, e daí o conceito de sociedade fraterna. O mesmo vale para “a dignidade da pessoa humana” ser fundamento da República, uma vez que essa dignidade decorre do fato de o homem ser filho de Deus e templo de Seu Espírito, ideias também vinculadas imediatamente à mensagem evangélica, ao Cristianismo, à construção do Reino de Deus.

O primeiro objetivo da República, o de construir uma sociedade livre, justa e solidária, é, igualmente, oriundo da proposta Cristã de mundo, relativo ao segundo grande mandamento Cristão, amar ao próximo como a si mesmo, sendo o amor justo, livre e solidário.

Portanto, o Cristianismo está nas entranhas da República brasileira, é a base das melhores normas de nosso sistema jurídico.

A Bíblia é o livro mais importante da humanidade, pois narra a construção histórica da própria humanidade como humanidade, na medida em que antes de Jesus Cristo o conceito de humanidade, de uma única espécie, a dos filhos de Deus, independentemente da origem, do local de nascimento ou da nacionalidade, não existia, ainda que tenha sido esboçado por Sócrates, dizendo-se cidadão do mundo. E não apenas por isso, porque a Bíblia narra o desenvolvimento da alma humana e seu julgamento, tanto individual como coletivo, isto é, descreve os comportamentos que podem ser adotados pelas pessoas e pelas nações e suas consequências, para o bem e para o mal, para a vida e para a morte, para a formação de uma civilização ou para a barbárie. Como um livro de Ciência, a Bíblia narra as causas e indica as consequências das ações humanas.

O juízo final, nesse sentido, nada mais é do que a avaliação fundamental do comportamento humano, a análise dos motivos que impelem as ações das pessoas com a verificação dos respectivos resultados ad infinitum, ou seja, o estudo da multiplicação infinita e generalizada de uma conduta e seus efeitos perante o mundo, físico e espiritual, perante a comunidade do seres humanos. Os modernos conhecimentos da física e da psicologia (Jung) permitem entender esse julgamento como algo real, porque tudo o que fazemos gera efeitos físicos que se propagam pelo cosmos na velocidade da luz, havendo um entrelaçamento fundamental quântico no nível subatômico, com uma conexão cósmica psíquica e profunda ligando a humanidade por seu inconsciente coletivo e pela razão coletiva, pelo Logos, pelo que esse enfrentamento derradeiro com nossas próprias ações é mais do que provável, porque o que é inconsciente, mais cedo ou mais tarde, chega à consciência, o que vale com muito mais força para o que é consciente ou racional.

A Constituição, por sua vez, é, depois da Bíblia, o livro mais importante do Estado brasileiro, pois é o vínculo simbólico e formal que une a nação, ligado à continuidade histórica de uma população e estabelecendo uma ordem jurídica, um sistema normativo orgânico, isto é, conectando passado, a Antiga e a Nova Alianças, e futuro, a era messiânica, o Reino de Deus, o tempo de harmonia e paz social, nos planos interno e internacional.

Tanto a Bíblia como a Constituição tratam de compromissos ou alianças da humanidade com Deus, dos homens com uma Razão, com o Logos, que governa a comunidade.

O curioso é que tanto no tempo antigo como agora a comunidade virou e vira as costas para esse compromisso, violando a aliança, sofrendo graves consequências por isso. O povo de Israel foi exilado e depois perdeu a qualidade de nação escolhida por Deus, uma vez que, com a rejeição de Jesus Cristo como seu Messias, a aliança com Deus alcançou toda a humanidade. O povo brasileiro, do mesmo modo, apesar da grandiosidade dos valores estabelecidos na Constituição, seguiu com seu modo de vida egoísta e irracional, segundo uma visão patrimonialista do Estado, colocando as velhas raposas para cuidarem do galinheiro, trocando voto por emprego ou saco de cimento, e negando na vida cotidiana os princípios basilares da República, rejeitando a Razão de Ser do próprio Brasil, com jeitinhos muitas vezes ilícitos, criando exceções e mais exceções para não cumprir as regras; e por isso vivemos nesse caos social, em guerra civil não declarada.

Tanto a Bíblia como a Constituição trazem normas de comportamento humano, de ações materiais ligadas a uma inteligência infinita, a um Logos imaterial, à unidade espiritual da humanidade, o que inclui o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado também para as gerações futuras.

Assim, a leitura da Bíblia e da Constituição não pode ser apenas segundo sua letra parcial, mas conforme seu Espírito, tendo Jesus Cristo como exemplo de vida, de cidadão e de governante, como Método de ação social: “Foi ele quem nos tornou aptos para sermos ministros de uma Aliança nova, não da letra, e sim do Espírito, pois a letra mata, mas o Espírito comunica a vida” (1 Cor 3, 6).

A hermenêutica ou interpretação de Jesus Cristo sobre o Antigo Testamento, confirmando a Lei e os Profetas, nos legou o Novo Testamento, a Aliança do Espírito, que, por sua vez, por seu desenvolvimento histórico, se tornou atual nos valores da Constituição de 1988.

O cumprimento das profecias do Antigo Testamento é a chegada da era messiânica, que é o Reino de Deus do Novo Testamento, ou a realização da sociedade fraterna, livre, justa e solidária, almejada pela Constituição Federal de 1988.

O que impede a compreensão das profecias bíblicas ou que vivamos em um mundo de harmonia social e pacífico é a ideologia partidária, o apego parcial e egoísta a determinados textos ou à letra descontextualizada da norma, da Bíblia ou da Constituição, em detrimento de Seu Espírito, de sua função comunitária, de sua plenitude.

Porque odiaram o conhecimento e não escolheram o temor de Iahweh; não aceitaram o meu conselho e recusaram minha exortação; comerão, pois, o fruto dos seus erros, e ficarão fartos dos seus conselhos! Porque a rebelião de ingênuos os levará à morte, a despreocupação de insensatos acabará com eles; mas quem me escuta viverá tranquilo, seguro e sem temer nenhum mal” (Pr 1, 29-33).

A leitura da Bíblia indica que temos a liberdade para agirmos para o bem ou para o mal, sendo indicado o caminho do bem, da razão, do Logos, o qual não é fácil, porque o fácil caminho da desobediência, da irracionalidade, faz com que comamos o fruto dos nossos erros. Portanto, devemos usar bem nossa liberdade, individual e coletiva, para que tenhamos bons frutos para comer.

Mesmo antes de Jesus e seu Evangelho, quando ainda vigorava uma ideia religiosa ligada aos sacrifícios de animais, o profeta já dizia: “Porque é amor que eu quero e não sacrifício, conhecimento de Deus mais do que holocaustos” (Os 6, 6).

A leitura da Constituição exige comportamento social solidário, ação pública e política vinculada aos princípios constitucionais de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, em Espírito coletivo, e como a população, de um lado, e a administração pública, no exercício das três funções do poder público, administrativa, legislativa e jurisdicional, de outro, não cumprem seus deveres, violam a Aliança com o Logos constitucional, comemos todos os frutos de nossos erros.

Nesse mundo de irracionalidades e ilicitudes, apenas aquele que segue a Aliança, e entende o Espírito da Lei, o conhecimento de Deus, consegue viver tranquilo, seguro e sem temer nenhum mal, porque vive com sensatez e responsabilidade, sabendo que é preciso plantar para colher, e que toda ação tem resultado.

A Constituição e a Bíblia, outrossim, devem ser lidas no sentido de que devemos ser santos, devemos ser saudáveis, devemos ser racionais, devemos ser inteligentes, pois somente com esforço e trabalho honesto, somente com uma vida socialmente responsável, e de forma perseverante, veremos os bons resultados de nossas ações, na era messiânica, no Reino de Deus ou na sociedade livre, justa e solidária.

Já não haverá ali criancinhas que vivam apenas alguns dias, nem velho que não complete a sua idade; com efeito, o menino morrerá com cem anos; o pecador só será amaldiçoado aos cem anos. Os homens construirão casas e as habitarão, plantarão videiras e comerão os seus frutos. Já não construirão para que outro habite a sua casa, não plantarão para que outro coma o fruto, pois a duração da vida do meu povo será como os dias de uma árvore, os meus eleitos consumirão eles mesmos o fruto do trabalho das suas mãos. Não se fatigarão inutilmente, nem gerarão filhos para a desgraça; porque constituirão a raça dos benditos de Iahweh, juntamente, com os seus descendentes. Acontecerá então que antes de me invocarem, eu já lhes terei respondido; enquanto ainda estiverem falando, eu já os terei atendido” (Is 65, 20-24).

Últimos Acontecimentos

Últimos Acontecimentos é uma página da internet (http://www.ultimosacontecimentos.com.br/), que tem o “o objetivo de diariamente pesquisar nos diversos meios de comunicação as notícias do cumprimento das profecias descritas na bíblia que nos fazem refletir sobre quão próximo está a sua volta (de Cristo)”.

Este artigo é também uma homenagem ao referido sítio, que tem o mesmo fundamento de busca que o meu, a realidade de Cristo e a veracidade das profecias bíblicas. Cheguei a essa página a partir de outra com a mesma finalidade, e já citada, Projeto Ômega (http://projetoomega.com/).

No fim das contas estamos todos em busca da Verdade, da verdadeira Ciência, da História da Humanidade, cada um com as informações de que dispõe. História é uma palavra de origem grega que significa “testemunho”, “conto”, “narrativa”, “registro”, “conhecimento através de investigação”. A História reúne informações sobre os eventos passados, dando-lhes unidade significativa, sentido, para permitir seu entendimento.

História pressupõe memória e raciocínio, coletando informações conhecidas para se chegar a uma narrativa que satisfaça os conceitos de razão e lógica, com significado. Tudo que fazemos pressupõe conhecimento histórico, desde o acordar até o dormir. Acordamos em um local que é por nós conhecido, porque antes de dormir estávamos nele mesmo, pelo que fazemos uma ligação entre um evento e outro. Se uma pessoa dorme em um local e acorda em outro, ou não se recorda como chegou àquele ponto, a história está incompleta, carecendo de complemento. Mesmo na física, a história é um elemento fundante do conhecimento, pois o movimento pressupõe a história do deslocamento ou o caminho da partícula, ou da transformação da energia.

Portanto, para a melhor história são necessárias as melhores informações e a melhor lógica, a melhor razão para sua unificação semântica, para o sentido coerente, da maior e melhor unidade significativa possível. Assim, busco as melhores informações científicas, seja da Teologia, da Física, da Psicologia, do Direito, da História tradicional, da Filosofia, para uni-las em um mesmo contexto de significado. E fazendo isso concluo a Verdade Científica da Bíblia, ou seja, a Boa Nova, que Deus efetivamente governa o Cosmos, e está conduzindo os destinos da humanidade, segundo as profecias bíblicas, em sua correta interpretação, ou hermenêutica.

“Antes de mais nada, sabei isto: que nenhuma profecia da Escritura resulta de uma interpretação particular, pois que a profecia jamais veio por vontade humana, mas homens, impelidos pelo Espírito Santo, falaram da parte de Deus” (2Pd 1, 20-21).

E Deus é o Verbo, ou Logos (Jo 1, 1), que é também Palavra e Discurso, e Razão, portanto a correta interpretação das Escrituras depende do Logos, que se manifestou em Jesus Cristo, a Palavra, que é a chave para a interpretação da História, e por isso pode-se dizer que Ele é o “Princípio da criação de Deus” (Ap 3, 14), e que “Tudo foi feito por meio dele e sem ele nada foi feito” (Jo 1, 3), sendo a unidade que dá sentido ao Todo, o Universal fundamental.

A Bíblia nos diz que a criação foi feita para o Homem (Humanidade), criado à imagem e semelhança de Deus. “Deus é espírito” (Jo 4, 24), e o homem tem seu Espírito, “Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que está em vós e que recebestes de Deus? … e que, portanto, não pertenceis a vós mesmos? Alguém pagou alto preço pelo vosso resgate; glorificai, portanto, a Deus em vosso corpo” (1Cor 6, 19-20).

Deus é a Causa Primeira, a Razão de todo movimento, o Criador, e é por esse Espírito, por essa Razão, ou Ideia, que une todas as coisas, que podemos investigar todas as coisas, é pelo Espírito que temos Ciência, Razão, Logos.

Jesus Cristo seguiu o Espírito Santo, que é a Razão Integral e Perfeita do movimento cósmico, Encarnando-o, ou seja, movimentou-se em sua Vida conforme O Espírito de Deus, e por isso é Filho de Deus. Assim, ele resgatou a Unidade da Criação, do Cosmos, do Sentido da Vida, mostrando que a Vida não é apenas corporal e não é individual, é mais que isso, e como recompensa por sua fidelidade ele foi ressuscitado primeiro, e não apenas por isso, para mostrar a verdade de seu Testemunho, da sua Hermenêutica da realidade. Sua ressurreição era a prova de que os discípulos precisavam para continuar o Caminho de Vida de Jesus, propagando o Evangelho a todas as criaturas. Sem a ressurreição, cuja prova é essencialmente testemunhal, apesar da possibilidade da sua experiência direta, como no caso dos apóstolos e de Paulo de Tarso, Jesus seria considerado mais um profeta fracassado e não haveria cristianismo.

“Ora, Deus, que ressuscitou o Senhor, ressuscitará também a nós pelo seu poder” (1Cor 6, 14).

A fé cristã é a fé na ressurreição, pois o mundo não se limita a esse corpo visível, existindo uma realidade e uma unidade além da matéria aparente. Nesse aspecto, o materialismo da relatividade de Einstein e os limites da velocidade da luz não são suficientes para explicar os fenômenos quânticos, como seus saltos ou a não localidade da realidade.

“Se não há ressurreição dos mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia também é a vossa fé” (1Cor 15, 13-14).

Jesus Cristo já sabia da realidade espiritual, e foi fiel até a cruz para cumprir as profecias, fazer a vontade do pai. “Afastando-se de novo pela segunda vez, orou: ‘Meu Pai, se não é possível que esta taça passe sem que eu a beba, seja feita a tua vontade!’” (Mt 26, 42). Ele não queria passar pela tortura e crucificação, mas como esses eram eventos que o Messias profetizado deveria realizar, Jesus cumpriu a vontade do Pai. O Messias deveria morrer para cumprir o sacrifício, na medida em que a religião judaica tinha um culto ritual de sacrifício, e assim Jesus é a perfeição do culto religioso, cumprindo a Lei e os Profetas.

“Ora, ele morreu por todos a fim de que aqueles que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que morreu e ressuscitou por eles” (2Cor 5, 15).

Jesus, como imagem de Deus, foi realizador de Seu Espírito, e nós, como imitadores de Deus por meio de Cristo, somos chamados cristãos.

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, em sua grande misericórdia, nos gerou de novo, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma esperança viva, para uma herança incorruptível, imaculada e imarcescível, reservada nos céus para vós, os que, mediante a fé, fostes guardados pelo poder de Deus para a salvação prestes a revelar-se no tempo do fim” (1Pd 1, 3-5).

A História da Humanidade é aquela da geração de todas as coisas, do ser humano, da Queda e do Resgate, por meio de Cristo. A Queda significou a separação da Humanidade, por Adão, do Espírito de Deus, da conexão com o Cosmos, a Natureza; e Jesus Cristo, por sua Vida e sacrifício, nos resgatou para Deus, recuperando o sentido do Espírito, sua eternidade e a Integridade e Santidade da Vida.

“Pois, assim como todos morrem em Adão, em Cristo todos receberão a vida. Cada um, porém, em sua ordem: como primícias, Cristo; depois, aqueles que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. A seguir haverá o fim, quando ele entregar o reino a Deus Pai, depois de ter destruído todo Principado, toda Autoridade, todo Poder” (1Cor 15, 22-24).

Por sua fidelidade e para nossa esperança, Cristo ressuscitou primeiro. No início do Reino, os de Cristo ressuscitarão, para o Milênio. Assim como o Cristo ressuscitado não apareceu para todos, mas para os seus, a primeira ressurreição provavelmente será visível apenas para os que estiverem se santificando para Cristo, e estes serão os governadores da Humanidade, para Deus, durante o Milênio, os reis sacerdotes de Cristo. O Evangelho, como Boa Nova, é a notícia da proximidade da realização do Reino de Deus, quando se efetivará a Justiça, nos níveis individual e coletivo, inclusive no plano da política internacional, que está flagrante estado de transição.

Essa é a História da Humanidade, segundo as profecias. Daí porque efetivamente estamos vivendo os Últimos Acontecimentos. A História da Humanidade, de aproximadamente 200.000 (duzentos mil) anos passa pelos seus eventos finais, em termos de sentido, e esse sentido nos é dado por Cristo, pois por meio dele tivemos acesso novamente ao Espírito, que une os homens em espécie, unidade coletiva.

No dia da redação deste texto, providencialmente, já pensando neste artigo, quando fui guardar umas revistas antigas, vi a capa da revista Veja, edição 2475, ano 49, n.º 17, de 27 de abril de 2016, não o rosto de Eduardo Cunha, mas o detalhe superior com o título: “ELES INVENTARAM O MUNDO: Há 400 anos morriam Shakespeare e Cervantes, dois gênios que revolucionaram o modo como o homem vê a si mesmo”.

A História não resume aos últimos 500 (quinhentos) anos.

Desde a vinda do Messias, Jesus Cristo, Que efetivamente revolucionou o modo como o homem vê a si mesmo, estamos vivendo os Últimos Acontecimentos, e agora, especialmente, mais ainda, pelo cumprimento de outras profecias messiânicas.

DEUS, POR SEU ESPÍRITO, CRIOU O MUNDO, e sua manifestação em e por Jesus Cristo, nos deu conhecimento da Verdade, e por isso se diz que por Ele, pelo Cristo, pelo Espírito Santo nele encarnado, foram feitas todas as coisas, o Logos expresso por Cristo, e por sua ressurreição fomos gerados de novo, pelo Espírito, e assim Ele criou todas as coisas. Pelo Logos temos o sentido total da História, do princípio ao fim, do alfa ao ômega, e então por Cristo fomos gerados de novo, para o Espírito Santo, que explica todas as coisas.

Para conhecimento da Verdade da História são necessárias as corretas informações, tendo como base o modelo da Bíblia, e assim fica sugerida a busca de dados em sítios e fontes especializadas, seja de Física, Psicologia, História etc, especialmente sobre as Escrituras, inclusive o sítio citado, para saibamos mais detalhes dos Últimos Acontecimentos.