Fundamentos da Educação

Fundamentos da Educação” é nome de um livro escrito por Gilberto Vieira Cotrim e Mário Parisi, obra que chegou a mim por empréstimo do advogado José Roque da Silva, e o presente artigo é escrito para contribuir com a matéria e para destacar algumas passagens da aludida obra, que trata do mais relevante tema da humanidade, uma vez que da educação depende a forma pela qual entendemos e interagimos com o mundo.

A nossa origem física, enquanto não disseminada a manipulação genética, pode ser determinada, mas o que herdaremos intelectualmente em grande medida depende de nós, de uma postura ativa em relação ao conhecimento, indicando as pesquisas científicas mais modernas que a plasticidade fenotípica, o modo como reagimos ao ambiente, ambiente o qual também é por nós construído, reação e construção variantes conforme a educação, a plasticidade fenotípica pode condicionar o acionamento ou não de determinados genes.

Em termos comportamentais mais amplos, somente por meio da educação é possível alcançar a liberdade, porque é através dela que limitamos as ações instintivas e nos permitimos agir segundo uma razão superior, que transcende a prisão da vontade corporal, e sua razão limitada, e um determinismo genético. Apenas com a contenção dos instintos animais egoístas, e bestiais, pode-se falar em exercício de liberdade, pois a atuação limitada àqueles comportamentos autômatos equipara-se a uma espécie de escravidão.

A pior escravidão é a que nos prende a más ideias, a pensamentos irracionais, ou de racionalidade limitada, como a meramente corporal, do prazer sensual, considerando que as más ideias podem comprometer nossa evolução rumo à consciência humana superior, impedindo o pleno desenvolvimento da humanidade, impedindo que construamos um ambiente material-intelectual mais saudável e equilibrado. A função do ensino e do aprendizado está intimamente ligada a uma ideia de mundo, a um sentido sobre as coisas, a uma filosofia de vida, presente esparsamente em todos níveis do processo educativo, de forma expressa ou não, devendo ser ressaltado que nos dias de hoje predomina a ausência de consciência de uma filosofia radical e integral no comportamento humano, incluído o plano educacional, o que se dá em grande parte por decorrência da insustentável manutenção da visão cartesiana e dualista da realidade no mundo educacional.

Contudo, certa variação ideológica pode ser útil, divergência já havida entre os gregos quanto à finalidade da educação, que não era unitária, porque em Atenas seu “objetivo estava voltado para o aprimoramento da razão, o cultivo das artes, ciência e filosofia”, enquanto para os cidadãos de Esparta “o alvo a ser atingido era o bom preparo físico para o exercício da vida militar” (Gilberto Vieira Cotrim e Mário Parisi. Fundamentos da educação: história e filosofia da educação. 11 ed. São Paulo: Saraiva, 1986, p. 19).

Em Roma, segundo os autores, a educação se dirigia à integração do indivíduo na sociedade, dando ênfase às virtudes do cidadão. Já na chamada Idade Média, quando foram criadas as Universidades, predominou o ensino religioso. Após, passou-se a valorizar o homem, atentando-se para as coisas da Terra, em detrimento das do Céu.

O desenvolvimento das ciências começa a substituir a estrutura teológica que sustentava a Idade Média. Esta preocupação científica ainda se faz presente nos tempos modernos, mas também já está sendo superada por concepções mais abrangentes” (Idem, p. 20).

Analisando esse processo em perspectiva, conclui-se que a filosofia religiosa medieval, que permitiu e criou a instituição Universidade, sem a qual a tecnologia atual não existiria, foi antecedente necessário para a revolução científica.

O foco da educação, assim, é dependente da Filosofia adotada, que, por sua vez, é associada a uma Filosofia Primeira, ou Teologia, como sustentou Aristóteles em sua Metafísica.

Do ponto de vista Cristão, com sua Filosofia e Teologia, o homem é criatura de Deus, sendo a educação, e a própria vida, pautada por dois mandamentos: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Desses dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mt 22, 34-40).

Tendo esse ponto como pressuposto, é possível compreender uma linha comum na transição do período chamado medieval para o moderno, a busca do entendimento da ordem do mundo, ditada por Deus, o que era um dos aspectos da Filosofia que permitiu o desenvolvimento da revolução científica. Por trás, e acima, das propostas científicas de Descartes, Galileu e Newton havia um universo no qual Deus exercia uma função relevante, seja a partir de uma cosmovisão teísta, seja deísta.

Em um polo oposto, no século XX, na atividade científica, informalmente, foi proibida qualquer menção a Deus, por mais implícita que fosse, sob pena de exclusão da comunidade acadêmica, dominada por uma filosofia de mundo materialista, com reflexos diretos e indiretos na educação. As questões morais, as virtudes pessoais do cientista, no mundo materialista, passaram a ser tidas como irrelevantes na ciência.

Contudo, desde o neolítico, o ensino já era praticado “através da imitação”, sendo usada inicialmente para “transmitir conhecimentos sobre o uso e a fabricação de armas marciais como o arco e a lança” (Idem, p. 39), educação essa com certa limitação, pois a mera repetição de movimentos externos não permite a compreensão integral do objeto de estudo, carecendo toda prática de uma teoria, como racionalização simbólica daquela prática. Ainda assim, a educação prática, com sua teoria, mesmo que implícita, também desenvolveu tecnologias, usadas para manipulação do mundo exterior, para melhoria das condições de vida.

Posteriormente, abrangendo conhecimentos relativos a causas sutis dos fenômenos, surgiu uma educação simbólica mais abstrata, ligada ao culto religioso, na tentativa de dominar o desconhecido, o que pode ser entendido como uma forma de tecnologia do plano imaterial, da realidade sutil, do universo psíquico, que, segundo a mente primitiva, de algum modo estava interligado com o físico.

A educação Cristã continua se pautando por essa conexão entre Espírito e Corpo, indicando que o corpo encarna espírito, que as ações corporais são manifestações de uma realidade invisível, espiritual. Ao dizer “quem me vê vê aquele que me enviou” (Jo 12, 45) e “quem me vê, vê o Pai” (Jo 14, 9), Jesus falou que pela realidade visível é possível compreender a realidade invisível, ensinando que seu exemplo é o método pedagógico correto para ministrar essa sabedoria, daí a emblemática fala “eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim. Se me conheceis, também conhecereis a meu Pai. Desde agora o conheceis e o vistes” (Jo 14, 6-7).

Portanto, Jesus mostrou a importância fundamental do exemplo na educação, por seu próprio exemplo ou modelo de vida e comportamento social. “Aquele que não toma a sua cruz e me segue não é digno de mim” (Mt 10, 38). “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mc 8, 34).

Educação significa, igualmente, aumento de conhecimento, a inclusão de novos dados em uma forma mais ampla de compreensão do mundo, ou seja, unem-se coisas conhecidas a novas coisas, aprimorando o entendimento sobre os fenômenos.

Tudo aquilo que acrescenta alguma novidade a um determinado repertório, denominamos informação e a parte que não acrescenta novidade, chamamos de redundância. Toda mensagem, para ser eficiente, deve possuir informação e um certo grau de redundância. Mensagens excessivamente carregadas de informação tendem a ser totalmente rejeitadas pelo receptor” (Idem, p. 139).

Mas algumas questões redundantes podem ser deturpadas ao longo do tempo, como se vê na ideia recente que defende (“educa”) o aborto como um “direito da mulher”, novidade esta associada à visão materialista de mundo, em que os valores são invertidos, tendo mais importância a vontade egoísta da mulher que abusou da atividade sexual do que a vida humana em gestação.

Daí a necessidade de “elaboração de uma escala de valores, contendo uma hierarquia nas áreas mais importantes de estudo” (Idem, p. 251), como sustentado pelo filósofo inglês Herbert Spencer, ditando a seguinte ordem de importância do conhecimento: 1- autopreservação direta, para a manutenção da vida, incluídas questões de saúde e higiene; 2- autopreservação indireta, pelos conhecimentos que auxiliam a satisfação das necessidades básicas; 3- criação dos filhos, porque fundamental para formar o caráter dos cidadãos; 4- vida social, pela necessidade de se ter consciência de direitos e deveres na comunidade; 5- horas de lazer, pois os conhecimentos relativos às artes completam o encanto da vida.

Uma escala de valores é, destarte, fundamental para que a orientação da pessoa perante o mundo seja adequada, e essa escala de valores é dependente das escolhas filosóficas das pessoas e das sociedades. O problema do mundo atual está em priorizar os bens materiais e o lazer, e essa inversão, segundo a escala de Spencer, aumentou os riscos para a preservação da vida humana, individual e coletivamente.

O objetivo da educação, assim, é conservar a vida, melhorando-a. O valor a ser alcançado pela educação é o aumento da qualidade de vida de cada um e todos nós.

Para John Dewey, o sentido da vida é a sua própria continuidade, e essa continuidade só pode ser conseguida pela renovação constante. A sociedade se perpetua por um processo de transmissão, onde os mais jovens recebem dos mais velhos os hábitos de pensar, sentir e agir e, também, pela renovação da experiência, que tem por fim recriar toda a herança recebida. No mais amplo sentido, educação é o meio de continuidade e renovação da vida social e é o próprio processo da vida em comum, porque amplia e enriquece a experiência” (Idem, p. 285).

Dewey destaca a importância da meta no processo educacional, como uma antecipação do resultado do processo, sendo transcrito, no livro multicitado, um trecho de sua autoria no qual diz que “agir com uma meta é a mesma coisa que agir inteligentemente” (Idem, p. 286).

Portanto, o objetivo do processo educacional é fazer de cada pessoa um Cristo, a encarnação do Logos, uma pessoa que age com Inteligência, seguindo o exemplo de Jesus Cristo, O Profeta do Monoteísmo, de modo que todos manifestemos o Espírito Santo, a Razão Santa, manifestemos o próprio Deus. Essa é a meta proposta por Cristo para nós:

Não rogo somente por eles, mas pelos que, por meio de sua palavra, crerão em mim: a fim de que todos sejam um. Como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que eles estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17, 20-21).

O Cristianismo pressupõe a existência de ordem no mundo, que há cosmos, e que esse cosmos foi criado por Uma Inteligência Superior, segundo a qual é mantido o funcionamento de tudo o que existe, A Qual podemos manifestar em nossa vida. Portanto, para o Cristianismo no cosmos existe uma gestalt, palavra que significa “configuração, forma geral, modelo organizado.

Para os psicólogos da teoria da gestalt, a aprendizagem ocorre mediante a percepção, pelo indivíduo, de um todo global” (Idem, p. 310).

Assim, os fatos que percebemos não são isolados, mas estão interligados com outros fatos, tendo as qualidades de uma coisa relação com as das demais coisas. Para essa escola, “a percepção passa a ser o resultado da interação entre indivíduo receptor e ambiente emissor” (Idem, p. 311), conceito que se adéqua perfeitamente ao da medição quântica.

Reforça-se, assim, enormemente, a importância da educação, e do mundo interior, da filosofia que orienta a ação da pessoa perante o mundo, porque “o ser humano, para a gestalt, não é o produto do meio, mas sim o produto da sua interação com o meio (…), os teóricos da gestalt afirmam que aprendizagem é o desenvolvimento de insights, palavra inglesa que significa discernimento, compreensão, penetração no entendimento de um assunto” (Ibidem).

O insight é a iluminação de um problema, ocorre quando “o indivíduo compreende as relações existentes entre todos os fatores de uma situação, estabelecendo entre eles um vínculo solucionador” (Idem, pp. 311-312).

Mas o insight é um processo individual, somente podendo ser alcançado pela pessoa, internamente, espiritualmente, num processo verdadeiramente místico, religioso, porque a verdadeira educação é esse processo de reunificação do sentido da vida, para a vivência segundo o sentido da unidade da vida, sobre quem somos, de onde viemos, e para onde vamos, que é dado com perfeição pelo Cristianismo, significando a educação para o encontro com o Deus Altíssimo, que é o Logos, ou Sabedoria do Cosmos, presente inclusive em nós.

De um só ele fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, fixando os tempos anteriormente determinados e os limites do seu habitat. Tudo isto para que procurassem a divindade e, mesmo se às apalpadelas, se esforçassem por encontrá-la, embora não esteja longe de cada um de nós. Pois nele vivemos, nos movemos e existimos, como alguns dos vossos, aliás, já disseram: ‘Porque somos também de sua raça’” (At 17, 26-28).

Racionalidade

Racionalidade é a qualidade do que é racional ou lógico, é uma questão essencial no universo científico, no mundo das ciências em geral, porque o conceito de irracionalidade é associado ao de coisas anticientíficas. Atualmente, é predominante a ideia segundo a qual nossa vida é regida pelos conhecimentos científicos e pela razão.

Mas se pararmos para pensar mais detidamente chegaremos à conclusão de que nossa vida é pautada pela irracionalidade em um nível absurdamente elevado, ainda que sejamos inconscientes desse fato.

Comecemos pelos valores mais elevados, a vida humana, por exemplo. Segundo a Constituição Federal, a República Federativa do Brasil tem como fundamentos, dentre outros, a cidadania e a dignidade da pessoa humana, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida etc.

Entretanto, em 2017, mais de sessenta mil pessoas morreram assassinadas e outras quarenta mil pessoas faleceram em decorrência de acidentes de trânsito, no Brasil. Isso é mais do que as mortes ocorridas na guerra da Síria no mesmo período. Tal número é próximo daqueles de anos anteriores, e ainda assim a sociedade não se mobilizou para enfrentar seriamente esse problema monumental que devasta dezenas de milhares de famílias anualmente. Se somarmos o número de roubos, agressões físicas e morais, estupros etc, a situação se agrava consideravelmente.

Não bastasse isso, a maioria das mortes não é devidamente esclarecida, e os culpados não são responsabilizados, sendo mínima a porcentagem dos autores de homicídios condenados por seus crimes, especialmente em cidades de maior porte. Assim, contraditoriamente, nas maiores cidades, os locais teoricamente mais civilizados, mata-se mais impunemente do que em outras localidades.

Uma das notícias do dia de hoje foi a do ministro do STF, conhecido pelas decisões em favor da soltura de réus já condenados, inclusive após decisões de tribunais, que, depois de receber a crítica de um advogado em voo doméstico dizendo que “o STF é uma vergonha”, imediatamente ameaçou o cidadão de prisão….

Nesse mesmo sentido, da incoerência entre a teoria e a prática, a humanidade consome mais energia do que o planeta pode sustentar equilibradamente, produzindo, consequentemente, uma enorme quantidade de resíduos, ou lixo, que vêm se acumulando na terra, na água, no ar e até mesmo na órbita do planeta, com efeitos danosos à saúde e à vida de milhões de pessoas.

Para dar conta de nosso consumo nos padrões atuais, a Terra deveria ser 70% (setenta por cento) maior (https://super.abril.com.br/ciencia/para-dar-conta-do-nosso-consumo-a-terra-teria-de-ser-70-maior/), situação para a qual o consumo brasileiro também contribui. Todavia, o planeta não é 70% (setenta por cento) maior…

Nossa conduta, enquanto humanidade, portanto, é flagrantemente irresponsável, e irracional, porque estamos destruindo nossa própria casa, e permitindo a morte de nosso irmãos, porque para os cristãos todos os seres humanos são nossos irmãos, na medida em que Deus é Pai de nós todos.

Outrossim, por maiores que foram os avanços científicos dos últimos séculos, os efeitos nefastos dessa atividade seguiram os respectivos benefícios, de modo que nossa racionalidade não conseguiu filtrar os danos, para que vivamos no paraíso possível, o qual pode nos ser proporcionado pela nossa tecnologia, mostrando que a racionalidade média adotada pela população mundial, incluída a do Brasil, não é tão racional assim.

Não é à toa que estamos entrando no que é chamada de “A era da burrice” (https://holonomia.com/2018/11/07/a-era-da-burrice/), de modo que os sintomas da irracionalidade do mundo estão por todo lado.

A causa dessa situação é a irracionalidade, ou pecado, que se repete nas vidas individuais e coletiva, como exposto no artigo “Pecado, erro, racionalidade e Verdade” (https://holonomia.com/2017/11/14/pecado-erro-racionalidade-e-verdade/).

E aqui deve ser destacado que o problema fundamental da humanidade é a falta de humanidade dos humanos, é a falta de fraternidade, é a falta de Jesus Cristo, enquanto encarnação do Verbo, encarnação do Logos, encarnação da razão na nossa carne, é a falta de ações realmente racionais.

Nesse ponto, há que se reconhecer que o Cristianismo é a Ciência da Humanidade, do ser humano que encarna a Razão, ou Logos, do indivíduo que é líder, que é Rei, é Bom Pastor, é Messias, com efeitos positivos sobre as demais pessoas, porque o Cristianismo é a Religião que une o Homem a Deus, ou Logos, unindo, do mesmo modo, os homens entre si, e fazendo do homem um Ser de Razão, um Ser do Logos, em uma razão que transcende o materialismo rasteiro de nossos dias, que supera os limites da própria relatividade einsteiniana, alcançando uma realidade, e uma racionalidade, que nossa ciência humana majoritária ainda não alcançou, e daí decorre sua irracionalidade.

David Bohm entendeu essa realidade, como pode ser visto no vídeo (em inglês) https://www.youtube.com/watch?v=mDKB7GcHNac, sustentando a necessidade de que sejamos conscientes da totalidade de que fazemos parte.

Para que sejamos realmente racionais, destarte, devemos compreender que fazemos parte de um todo maior. Ainda que Bohm entenda não haver um pecado original, ele afirma que o desejo de competir é um erro, pelo que sua ideia científica se adéqua ao Cristianismo, que exige solidariedade, amor ao próximo, para nos aproximarmos de Deus, da perfeição, do todo maior.

É possível, portanto, que atinjamos a racionalidade no mundo humano, científico, social e religioso, que vivamos um paraíso na Terra, mas para isso é indispensável que nossas vidas sejam expressão das melhores ideias, verdadeiramente racionais e iluminadas, que nossas ações representem, individual e coletivamente, a encarnação de boas ideias, de boas razões.

O Verbo era a luz verdadeira que ilumina todo homem; ele vinha ao mundo. Ele estava no mundo e o mundo foi feito por meio dele, mas o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu e os seus não o receberam. Mas a todos que o receberam deu o poder de se tornarem filhos de Deus: aos que creem em seu nome, ele, que não foi gerado nem do sangue, nem de uma vontade da carne, nem de uma vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou em nós; e nós vimos a sua glória, glória que ele tem junto ao Pai como Filho unigênito, cheio de graça e de verdade” (Jo 1, 9-14).