A grande família

Os conceitos de família e história são interligados, pois cada pessoa tem origem em uma determinada família, com uma história particular, o que vale mesmo para os órfãos, cuja peculiaridade é exatamente a criação fora do ambiente familiar tradicional, fato que marca sua história pessoal.

Cada um de nós participa não só de uma família pessoal, que vai sendo alargada quanto mais se volta no tempo, até que chegamos à conclusão de que integramos a grande família humana.

Em alguns casos, contudo, as famílias sanguíneas, de certa forma, interagem com a história da própria humanidade, por estarem envolvidas em processos coletivos de grande amplitude, o que vale também para grupos sociais, formados pela congregação de diversos laços familiares e comunitários. Podemos vincular nossa história pessoal, ainda, ao desenvolvimento nacional, ou ao de uma determinada ideia.

Da perspectiva mais geral, em termos de história secular, descendemos dos primeiros grupos humanos que provavelmente se desenvolveram no continente africano, e que depois se espalharam pelo globo.

Do ponto de vista religioso, a narrativa bíblica nos coloca todos como descendentes de Adão, e depois de Noé e, então, de Abraão, notadamente do ponto de vista cultural, dada a importância que referida figura tem para o judaísmo, para o islamismo e para o cristianismo. Esse é um modo de vinculação do indivíduo com uma comunidade mais ampla, que hoje é planetária.

Vale dizer que a ideia de fraternidade humana é dependente do ideário cristão, segundo o qual somos todos filhos de Deus, pelo que formamos a família humana.

Falando em família humana, neste fim de semana passei a gostar ainda mais daquela que considero a melhor música de todos os tempos, a Nona Sinfonia de Beethoven, pois descobri o significado da letra cantada pelo coro, da Ode à Alegria, poema de Friedrich Schiller, que trata exatamente desse assunto.

Atribuo meu pertencimento à humanidade à vida e obra de meu irmão mais velho, que é também o mais novo, Jesus, pois representa tanto a experiência de todas as gerações passadas, como a inocência da mais pura criança, em quem o velho e o novo se unem para a continuidade da tradição familiar. Ele reafirma os velhos valores, que permitem a existência e o desenvolvimento da comunidade:

Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que Iahweh, teu Deus, te dá. Não matarás. Não cometerás adultério. Não roubarás. Não apresentarás um falso testemunho contra o teu próximo. Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a sua mulher, nem o seu escravo, nem a sua escrava, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença a teu próximo” (Ex 20, 12-17).

Se tais mandamentos foram os que permitiram o desenvolvimento da família de Israel, seu resumo em dois, por Jesus, sem deslembrar aqueles, foi a base para o desenvolvimento da civilização ocidental:

Amarás o Senhor teu Deus em todo o teu coração em toda a tua alma e em todo o teu entendimento. Este é o grande, o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Nesses dois mandamentos está suspensa toda a Lei e os Profetas” (Mt 22, 37-40).

Foi dentro desse ideário que minha família sanguínea foi criada, de forte tradição católica, e com alguma participação em eventos da história nacional. Depois de assistir a um vídeo sobre a história de Juiz de Fora, fui procurar na internet o nome de meu bisavô, Theodorico de Assis, para ver sua associação com a primeira usina hidrelétrica da América Latina, quando encontrei um texto que enfrentava a questão: https://revistas.ufpi.br/index.php/rbhm/article/download/3802/2200. Interessante notar no texto como havia uma preocupação social com os operários, fato que se comprova porque a eles foi dada a oportunidade de comprar os imóveis em que residiam, que pertenciam à Fazenda Floresta.

É certo que o pertencimento a tal família formou meu ideário de mundo, com importância na afirmação psíquica individual, especialmente pelo sentimento de pertencimento espiritual familiar. O mais importante, contudo, associado a esse sentimento familiar, porque significativo da concretização daqueles mandamentos arquetípicos da humanidade, encarnados em Jesus Cristo, foram os momentos de experiência humana mais profunda, ligados aos valores cristãos.

Foi e é por meio de uma formação familiar e cristã, com todos os defeitos e qualidades inerentes a toda família, que continuo a me desenvolver como indivíduo, sentindo-me honrado de pertencer tanto ao grupo sanguíneo que integro, do lado paterno como materno, como à própria humanidade, na sua melhor versão, naquela que preza pela alegria dos filhos de Deus, que sabem participar da grande família humana.

Abracem-se milhões!

Enviem este beijo para todo o mundo!

Irmãos, além do céu estrelado

Mora um Pai Amado.

Milhões, vocês estão ajoelhados diante Dele?

Mundo, você percebe seu Criador?

Procure-o mais acima do Céu estrelado!

Sobre as estrelas onde Ele mora!

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